Mostrando postagens com marcador VIDEOS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIDEOS. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Onze:20 - Vida Loka





Eu vou vivendo ao vivo essa vida loka
Fazendo um bom uso da palavra fé
Não quero mais saber desse seu bate boca
Eu vim pra te mostrar que ainda tô de pé --
Eles dizem por aí que a fome é o que mata
Matam pra sobreviver antes que sorte mesmo faça
O seu erro é pensar que o povo é só mais um primata
Que tem que se calar pra não falar e obedecer

Eu vou mandar dizer
Pro meu povo que a gente não vai mais sofrer
Que o caminho agora é outro
Eu vou viver pra crer
Que o meu santo é forte e vai me proteger
Eu vou sair desse sufoco

O rei mandou a gente se ajudar
Fazer um só caminho em um só coração
Ter sabedoria pra poder lutar
E sua mente aberta em forma de oração
As suas atitudes vão fazer valer
As suas chances de poder ver
Classe A, classe B
Todos juntos eu ser
Vem que tá neguinho
É só querer

Eu vou mandar dizer
Pro meu povo que a gente não vai mais sofrer
Que o caminho agora é outro
Eu vou viver pra crer
Que o meu santo é forte e vai me proteger
Eu vou sair desse sufoco

Eu vou mandar dizer
Pro meu povo que a gente não vai mais sofrer
Que o caminho agora é outro
Eu vou viver pra crer
Que o meu santo é forte e vai me proteger
Eu vou sair desse sufoco

Eu vou... Eu vou... Eu vou
Eu vou sair desse sufoco

Eu vou... Eu vou... Eu vou
Eu vou sair desse sufoco

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Saiba como nasceu a canção “Pai Nosso dos Mártires”: Documentário faz memória aos 30 anos do Martírio de Ezequiel Ramin

BLOG PJOTEIRO


“Pai Nosso dos pobres marginalizados
Pai Nosso dos mártires, dos torturados...”
Fazendo memória aos 30 anos do martírio do Pe. Ezequiel Ramin, o Centro Bíblico Verbo produziu o documentário “Ezequiel Ramin - o mártir da opção pelos pobres”. Em 18 minutos de depoimentos e histórias comoventes, o vídeo explana o contexto no qual se deu o assassinato do missionário italiano, em Cacoal/RO, em 24 de julho de 1985. Ezequiel foi morto por pistoleiros a mando de latifundiários de Rondônia e de Mato Grosso.
Entre os depoimentos, Cirineu Kunh comenta como este assassinato o inspirou: “a foto de Ezequiel, todo perfurado de balas, me impactou muito. O sentimento, misturado com muita indignação foi o que me levou a compor o Pai Nosso dos Mártires”.
 


                                                              Pai Nosso dos Mártires




Pai Nosso dos Mártires [Cirineu Kuhn]








Pai Nosso dos pobres marginalizados
Pai Nosso dos mártires,dos torturados
Teu nome é santificado
naqueles que morrem defendendo a vida
Teu nome é glorificado
quando a justiça é nossa medida
Teu reino é de liberdade
de fraternidade, paz e comunhão
Maldita toda violência
que devora a vida pela repressão

Queremos fazer tua vontade
És o verdadeiro Deus libertador
Não vamos seguir as doutrinas
corrompidas pelo poder opressor

Pedimos-te o pão da vida
o pão da segurança, o pão das multidões
o pão que traz humanidade
que constrói pessoas em vez de canhões.

Perdoa-nos quando por medo
ficamos calados diante da morte
Perdoa e destrói os reinos
em que a corrupção é a lei mais forte

Protege-nos da crueldade
do esquadrão da morte, dos prevalecidos
Pai Nosso, revolucionário,
parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Igrejas e Mineração na América Latina: um vídeo de denúncia e esperança




Megaminas a céu aberto, desmatamento e expulsão de famílias e inteiras comunidades. Povos indígenas e comunidades quilombolas ameaçados por interesses minerários sobre seus territórios. Poluição das águas, da terra e do ar.
Processos de escoamento do minério que impactam centenas de comunidades ao longo dos minerodutos ou das ferrovias que exportam a grandíssima maioria de nossos minérios. Conflitos e manifestações populares, espionagem e criminalização das lideranças.
Apesar de tudo isso, a mineração no Brasil pretende aumentar de 3 a 5 vezes nos próximos 20 anos. A proposta do novo Código de Mineração, cada vez mais criticada por comunidades, sindicatos, movimentos sociais e entidades do País inteiro, visa flexibilizar a legislação para facilitar os interesses das empresas mineradoras.
Diversas comunidades atingidas são apoiadas, assessoradas e defendidas também pelas igrejas. A Igreja Católica se posicionou com críticas contundentes contra a nova proposta de Marco Legal da Mineração. Várias lideranças cristãs de América Latina estão se articulando para buscar alternativas às agressões da mineração.
‘Iglesias y Minería’ é um grito de sobrevivência, resistência e esperança, o grito das comunidades e da vida que não se deixará arrancar.
O vídeo produzido pela Rede de Igrejas e Mineração mostra os conflitos por mineração e a atuação das Igrejas na América Latina no enfrentamento à mega mineração e na defesa dos territórios.
Igrejas e Mineração (Iglesias y Minería, em espanhol) é um grupo ecumênico de leigos, leigas, religiosas e religiosos empenhados em defesa das comunidades afetadas por mineração nos diversos países do Continente. Desde 2013 o grupo articula os atingidos entre si, com a hierarquia das Igrejas que queiram e possam apoiá-los, e com instituições internacionais de defesa dos direitos humanos.


Fonte: Iglesias y Minería

O que esta em jogo na PEC que propõe a redução da maioridade penal




Deputado Federal Elvino Bohn Gass
Em um breve vídeo, Elvino Bohn Gass, professor e deputado federal, explica sobre os mitos que estão por detrás do projeto de lei que pretende reduzir a maioridade penal, e por qual razão este projeto não deve ser aprovado.





Fonte: Youtube/Reprodução

domingo, 29 de março de 2015

Brasil: Asesinatos de Jóvenes Afrodescendientes


Roda de conversa com mães de jovens negros mortos pelo estado - RJ


Juventude e Lutas Ecumênicas


Documentário Koinonia: Juventude e Lutas Ecumênicas




Documentário Koinonia: Juventude e Lutas Ecumênicas<br>Fonte: Youtube/Reprodução
Durante o regime autoritário, com a dissolução oficial de uma série de organismos políticos, vários deles empurrados para a clandestinidade, as instituições religiosas foram de grande importância para a sobrevivência de focos de luta pela democracia.
No entanto, esta memória é rarefeita, assim como o reconhecimento da sociedade sobre o papel que as igrejas desempenharam na organização popular e resistência contra a ditadura. Um dos resultados é a predominância de uma versão da história que identifica os religiosos, sobretudo os cristãos, sumariamente com o conservadorismo e o apoio ao regime militar.
Ao contrário do que diz a versão predominante, ontem como hoje, as instituições religiosas continuam sendo espaços de disputa entre forças sociais com diferentes visões políticas sobre a prática da fé. Os filmes “Muros e Pontes: Memória Protestante na Ditadura” e “Juventude e Lutas Ecumênicas”, dirigidos por Juliana Radler, com lançamento no seminário Protestantes, Democracia e Ditadura, buscaram capturar a complexidade dessas tendências no interior do universo religioso protestante. O primeiro documentário retrata a geração pós-64 e o segundo, a experiência dos jovens protestantes ecumênicos de hoje.
A diretora dos documentários Juliana Radler se diz surpresa ao ter se deparado com um passado protestante com ideais tão progressistas. “Eu realmente não conhecia essa história da juventude protestante na resistência à ditadura. Crescemos ouvindo relatos de pessoas que desapareceram, entraram para a luta armada até, movimentos que se formaram durante a época. Agora, movimentos que envolviam de uma maneira tão profunda membros de igrejas protestantes, não tive notícia. Muito presente é o papel do ecumenismo, do respeito à fé das outras pessoas como porta para a luta pela democracia. São pessoas que deram suas juventudes por uma causa e merecem o devido reconhecimento”.
Apesar de destacarem a diferença dos contextos históricos, os jovens fazem paralelos entre os desafios da geração pós-64 e os jovens religiosos de hoje, engajados nas lutas por transformações dentro e fora das igrejas.
“Há opressões que vão se repetindo, perseguições nas igrejas acontecem. Quando temos, por exemplo, um ministro, um pastor, que traz um diálogo mais aberto, em que recebe o homossexual, o diferente, o conselho da igreja rapidamente dá um jeito de tirar esse pastor dali. E aí é olhar para essa juventude [do passado] que não teve medo, que se posicionou, que foi contra e não perdeu as esperanças”, observa a jovem Mariana Zuccarello (foto acima), da Rede Ecumênica da Juventude (Reju), em um de seus depoimentos no segundo vídeo.
Dando fim ao hiato histórico
A missionária da Igreja Metodista Unida dos EUA e assessora de KOINONIA, Marilia Schüller, foi quem coordenou o projeto “Protestantes, Democracia e Ditadura”, que dá origem aos documentários. Para ela, a iniciativa – que além dos filmes, tem como resultados um livro e a publicação de um acervo digital sobre o tema – vem preencher três lacunas importantes na memória do período militar: “A primeira lacuna é que os registros mais conhecidos se prendem aos movimentos de resistência urbanos, deixando um pouco de lado as periferias rurais e os movimentos de igrejas; a segunda, a pouca atenção dada a contribuição da teologia da justiça social para as ações de resistência; e a terceira, como conseqüência das duas anteriores é a difícil conexão entre as lutas dos religiosos do passado e as de hoje, a visibilidade de um protestantismo ecumênico”, explica.
O anglicano Daniel Souza, integrante da Reju, é um dos jovens que participa do documentário sobre as lutas ecumênicas atuais. Daniel destaca que as políticas de reconstrução da memória, não são apenas uma necessidade, mas um direito. “O direito à memória é fundamental porque faz a transição histórica da trajetória dos protestantes da geração que pega o período de 64 a 85 com a nossa geração. Há um verdadeiro hiato histórico quando olhamos a trajetória da mobilização política protestante. A memória também é importante para apontar os culpados, nomear os responsáveis, para garantir a justiça”, ressalta.
Juventude e Lutas Ecumênicas: